Reinserir - Projeto de integração Local para reinserção social do usuário de drogas
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Pesquisa acadêmica testa o canabidiol em tratamento de dependentes de crack

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Quarta, 18 de setembro de 2019.

EBCUma pesquisa promovida pela Universidade de Brasília (UnB) testa os efeitos de substância derivada da Cannabis sativa – conhecida por canabidiol e maconha – para o tratamento de pessoas dependentes do crack. A defesa é de esta substância tem potencial para amenizar os sintomas da abstinência, como ansiedade, insônia, falta de apetite e desejo intensa de consumo da droga.

Há três anos, a professora e pesquisadora Andrea Gallassi solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar o extrato de canabidiol para promover os testes em usuários de drogas. “Eles foram muito dedicados e não mediram esforços, não colocaram nenhum impeditivo. Isso abre um precedente para outras pesquisas”, contou a pesquisadora.

Até então, segundo a pesquisadora, não há nenhum tratamento que seja referência para as dependências químicas. A pesquisa pretende substituir o coquetel de medicamentos químicos ofertado por uma sustância 100% natural. Segundo Andrea Gallassi, a toxicidade baixa é uma das vantagens da substância, que não afeta tanto o fígado e os rins, e no máximo provoca sonolência.

O estudo começou em julho, após a chegada do princípio ativo e o financiamento para a importação veio da Fundação de Apoio à Pesquisa do DF (FAP-DF) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O Centro de Atenção Psicossocial (CAPs) de Ceilândia – cidade satélite de Brasília – é parceiro de projeto e vai auxiliar na seleção de 80 pessoas com dependência de crack.

Agenda
O estudo acontecerá até outubro, onde metade das pessoas selecionadas irá ser tratada o canabidiol e a outra metade, receberá o tratamento convencional. Para manter a fidedignidade da pesquisa os indivíduos em tratamento não serão informados sobre quais medicamentos serão administrados para cada grupo. A pesquisa propõe manter contato frequente com os pacientes e familiares.

Para garantir a continuidade da pesquisa, uma vez que há grande possibilidade de desistências, foi montada uma rede para acessar os participantes da iniciativa. Até o momento, os resultados parciais foram a melhora do sono e do apetite dos indivíduos em tratamento. O atendimento é feito sempre no CAPs AD 3 de Ceilândia e, para mais informações há um número de telefone disponível (61) 9.9996-7060.

Da Agência CNM de Notícias, com informações do G1