Reinserir - Projeto de integração Local para reinserção social do usuário de drogas
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Centro Integrado de Operações de Fronteira em Foz do Iguaçu fortalece combate ao tráfico

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Sexta, 03 de janeiro de 2020.

Agencia ParanaPara reforçar o combate a crimes transfronteiriços e intensificar a integração entre agentes de segurança, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) instalou, em Foz do Iguaçu, o Centro Integrado de Operações de Fronteira (Ciof). As instalações, inéditas no Brasil e fruto de parceria com o governo do Paraná e a Itaipu Binacional, começaram a funcionar na segunda quinzena de dezembro.

Ao auxiliar no enfrentamento ao crime organizado, ao financiamento do terrorismo, à lavagem de dinheiro e ao tráfico de drogas e armas, deve se consolidar, nos próximos meses e anos, como importante estratégia para o país. A vigilância em uma das principais áreas de importação e exportação, na fronteira com o Paraguai e a Argentina, ocorrerá uma área de 600 m² no Parque Tecnológico de Itaipu.

Segundo o MJSP, estarão reunidos em um só lugar atores de segurança pública que antes exerciam suas funções isoladamente ou em conjunto, mas nunca efetivamente coordenados. A iniciativa envolve as polícias estaduais, a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Agência Nacional de Inteligência (Abin), o Ministério da Defesa, a Unidade de Inteligência Financeira (UIF - antigo Coaf), a Receita Federal, o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica internacional (DRCI), o Departamento Nacional Penitenciário (Depen), entre outros órgãos.

“É como se houvesse uma força-tarefa permanente, com o objetivo de prevenir e reprimir crime de fronteira (contrabando, tráfico de drogas e armas, financiamento ao terrorismo e proteção de estruturas críticas para o país). Por isso, a localização estratégica em Itaipu”, justificou o ministro Sérgio Moro no evento da inauguração.

Agencia ParanaNacional x regional
A Confederação Nacional de Municípios (CNM), por meio do Observatório do Crack, alerta sobre a fragilidade da fronteira brasileira desde 2011, quando lançou plataforma online também inédita com panorama sobre as drogas no Brasil; e 2013, quando realizou pesquisa inédita com recorte fronteiriço. O site revela ainda mapa da rede de assistência e de fronteiras, que, no país, se estende por aproximadamente 17 mil quilômetros.

Apesar de sermos vizinhos de países reconhecidamente produtores de drogas, a falta de policiamento é uma falha apontada pela entidade municipalista após o lançamento da primeira pesquisa que abordava o recorte sobre área fronteiriça. Para a Confederação, a criação do Ciof é, portanto, reforço importante para um espaço geográfico tão visado. Com um maior controle da criminalidade e do tráfico de entorpecentes, a população local deverá contar com mais segurança.

Isso porque o escritório servirá para comando e controle de operações ostensivas, com capacidade em gerar e compartilhar informações, direcionar ações coordenadas e ampliar ferramentas tecnológicas com a utilização de satélites, câmeras, sensores e drones. Com a centralização dos dados, as instituições envolvidas poderão gerar relatórios para auxiliar em investigações criminosas em todo país, principalmente na área da Tríplice Fronteira, que atuam diretamente nos Estados do Paraná e Mato Grosso do Sul, e com reflexos nos grandes centros consumidores no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Porto Alegre e demais capitais.

Da Agência CNM de Notícias com informações do Ministério da Justiça

Fotos: Agência Paraná de Notícias