Reinserir - Projeto de integração Local para reinserção social do usuário de drogas
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Nova operação na fronteira Brasil-Paraguai destruí plantios ilícitos, cerca de 650 toneladas de maconha

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Quinta, 11 de março de 2021.

Senad/ Gov.brO tráfico de drogas na região fronteiriça do Brasil é uma preocupação apontada pelos gestores municipais há muitos anos. Recentemente, uma operação de combate ao tráfico internacional de drogas, executada Polícia Federal brasileira, pela Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai e pela Força Tarefa Conjunta do Paraguai, resultou na destruição de 127 hectares de plantios ilícitos.

Após 10 dias de trabalho em Pedro Juan Caballero, fronteira do Paraguai, a operação finalizou a 22ª fase com a destruição do equivalente a mais de 650 toneladas de maconha. Chamada de Nova Aliança, a ação conjunta dos dois países também incinerou 1.190 kg de sementes de Cannabis e desativou 70 acampamentos clandestinos que serviam de suporte para a produção e distribuição da droga.

Segundo informações da PF, cerca de 80% da maconha que entra no Brasil é produzida nessa região, divisa de Mato Grosso do Sul (MS). Por meio de cooperação e ação conjunta estratégica do Brasil e do Paraguai, a produção e o tráfico de maconha tem sido combatido no território, além da eliminação do cultivo e apreensão da droga com o uso de quatro helicópteros.

Geral
Balanço da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) indica que já foram identificados e destruídos 361 hectares de plantações de maconha e 62 campos de narcóticos. Número que aponta para a política de capacitação de 1,3 mil agentes de segurança pública do Brasil e de países da América do Sul e América Central para atuar nas fronteiras brasileiras.

O curso Segurança Multidimensional nas Fronteiras faz parte do Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas (V.I.G.I.A) que conta com a participação de representantes da Argentina, do Paraguai, do Uruguai, da Colômbia, do Peru, do Equador e da Guatemala. E é uma parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Com objetivo de enfrentar os crimes, principalmente, na Tríplice Fronteira entre a Argentina, Brasil e Paraguai, capacitação tratou do funcionamento do crime organizado, do processo de transnacionalização dos mercados ilícitos e da cooperação jurídico-policial na gestão das fronteiras, principalmente na cooperação entre os Estados brasileiros e os países participantes.

Municipalismo
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) promoveu um trabalho chamado Fronteiras em Debate que mostrou os principais problemas das regiões fronteiriças. O relatório indica as rotas do tráfico, o comércio ilícito e presença de organizações criminosas como problemas graves. O Observatório do Crack, posteriormente, apresentou o mapeamento Crack na Fronteira, mostrando o reflexo da problemática na comunidade local. 

Dede o primeiro trabalho, feito em 2008, a CNM chama atenção para os resultados preocupantes. A vulnerabilidade da área fronteiriça, conforme aponta o estudo do Observatório do Crack de 2013, é reforçada pela fraca presença do governo federal, a baixa densidade populacional e o atraso socioeconômico dos Municípios – abandonados pelos governos estaduais. Metade do território não é integrado à dinâmica do desenvolvimento nacional.

11032021 observatorio crackImpacto Social
Novo levantamento feito pela entidade, em 2016, detectou insuficiências na estrutura de atendimento aos dependentes químicos tanto na área da Saúde quanto na Assistência Social. O estudo apontou também que a área da segurança pública apresentava deficiência de policiamento e falha notável na presença de estruturas e equipamentos para a fiscalização nessas regiões.

No entanto, a Confederação reconhece o trabalho feito para reprimir o narcotráfico. A entidade, inclusive, firmou parceria com a Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas (Senapred) do Ministério da Cidadania para somar esforços e unir estratégias voltadas às ações da Política Nacional de Drogas e à prevenção ao uso do álcool e outras drogas. A CNM também tem alertado para a necessidade de promover ações efetivas voltadas a dependentes químicos e familiares, e nesse aspecto indica o projeto Reinserir como modelo.

Leia também: Mais de 20 toneladas de drogas são apreendidas nas fronteiras  
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Da Agência CNM de Notícias